Drones agrícolas: como essa tecnologia pode te ajudar

Não há dúvidas que os drones agrícolas são equipamentos de extrema importância na gestão de qualquer negócio rural. Isso porque ele permite que o produtor tenha uma visão mais detalhada sobre a sua propriedade.

Com a captura de imagens de alta precisão dos campos, agricultores têm se beneficiado em várias áreas, seja na análise da plantação, pulverização, demarcação de plantio ou até mesmo no acompanhamento do desenvolvimento da safra.

Com todas essas possibilidades, empreendedores se tornam mais competitivos, visto que, conseguem reduzir custos, ganhar mais agilidades e segurança nos processos de decisões assertivas do negócio.

No artigo de hoje você vai ter oportunidade de conferir como funciona o uso de drones na agricultura.

Vamos lá?

Para começar, entenda…

O que são drones?

Os drones são definidos pela legislação brasileira como veículos aéreos não tripulados (VANTs). Em outras palavras, são aeronaves comandadas remotamente, sem a presença de piloto embarcado.

Contudo, podem ser classificados como aeromodelos (finalidade recreativa) ou como RPA (aeronaves remotamente pilotadas, com fins não recreativos).

A princípio, foram criados exclusivamente para uso militar. No entanto, se tornaram muito úteis em alguns setores como mineração, topografia e, significativamente, na agricultura. Sendo que, em 2016, já respondia por 25% das vendas no ramo do agronegócio.

Para que servem os drones agrícolas?

Em geral, os drones são utilizados para fazer o mapeamento aéreo das lavouras. Isso serve para identificar pragas e doenças com mais rapidez, bem como para realizar a gestão do plantio.

Com dados gerados por meio do equipamento, o produtor consegue otimizar o seu trabalho e gerenciar a propriedade com mais exatidão, minimizando os custos e facilitando a tomada de decisões.

Dessa forma, as decisões relacionadas ao manejo, não precisam ser mais baseadas em probabilidades, mas sim, em fatos concretos e obtidos por meio de imagens da agricultura.

Ademais, com uma aeronave é possível acompanhar a colheita, rever a profundidade e distribuição das sementes para potencializar a capacidade da plantação e muito mais.

Qual é a função do drone na fazenda?

Em síntese, os drones agrícolas podem desempenhar diversas funções. Veja algumas delas:

Análise da plantação: analisa a plantação e detecta pragas e doenças, falhas no plantio, excesso de irrigação, entre outros. Sendo que do alto, é possível verificar a coloração da planta para identificar a presença de fungos.

Demarcação de plantio: a partir das imagens captadas é possível saber quais áreas estão mais propícias para a semeadura.

Acompanhamento do desenvolvimento da safra: ao sobrevoar a plantação com determinada frequência, consegue acompanhar o desenvolvimento da safra, por meio da captação de imagens e análise cronológica.

Pulverização: consegue mapear a topografia do solo por meio de um sistema de lasers e ultrassom e regulagem da sua altitude no voo. Assim, permite a aplicação do produto com maior precisão, economia e agilidade.

Monitoramento de desmatamento: com a visão ampla de locais distantes e de difícil acesso, os drones conseguem identificar desmatamentos, com localização precisa, assim como, combatê-los.

Achar nascentes de água: algumas nascentes podem estar localizadas em matas fechadas. Por meio do equipamento é possível encontrar a origem da água.

Localizar focos de incêndio: são capazes de sobrevoar incêndios e descobrir os focos do fogo e controlá-los.

Telemetria: medem as propriedades com o uso de imagens de alta qualidade.

Facilitar a venda da fazenda: por meio da gravação de imagens é possível apresentar a propriedade ao comprador, sem que seja necessário o deslocamento do interessado até o lugar.

Quais são os tipos de drones?

Na prática, os drones agrícolas podem ser utilizados em várias funções, como você viu anteriormente. No entanto, vou elencar os principais tipos.

Drones para Pulverização

O drone pulverizador é responsável por mapear a topografia do terreno, por meio de um sistema que mescla laser e ultrassom. Assim sendo, consegue aplicar defensivos agrícolas de forma precisa, econômica e ágil.

Vale destacar que as aplicações realizadas pelos dispositivos são bem mais rápidas do que o maquinário convencional.

Drones para Mapeamento Aéreo

Os drones são utilizados amplamente no mapeamento aéreo. Sendo mais comuns os ópticos multiespectrais. Em geral, com eles é possível:

Drones para Irrigação

Em resumo, esse recurso ainda é utilizado timidamente. No entanto, o drones podem ser muito úteis para auxiliar na irrigação, uma vez que, é capaz de identificar, com grande precisão, as áreas que demandam maior quantidade de recursos hídricos.

Contudo, isso tudo pode ser feito com o uso sensores hiperespectrais, multiespectrais ou térmicos, que tornam a prática de irrigação mais eficiente e precisa.

Drones para Georreferenciamento

O georreferenciamento de propriedade é uma exigência do INCRA. Nesse sentido, o drone pode ser utilizado na captação de imagens, facilitando a obtenção da certificação e legalização da propriedade.

O que eu preciso saber antes de comprar um drone?

Atualmente os drones são utilizados na agricultura de precisão. Sendo assim, antes de decidir qual escolher, é necessário se atentar para algumas questões.

1. Conheça os tipos de plataforma

Existem diferentes tipos de drones para finalidades específicas. Desse modo, eles têm características e aplicabilidades diversas. São elas:

Asa rotativa: plataforma do tipo helicóptero convencional ou multirrotor (com mais de um rotor), como os quadricópteros.

asa rotativa - drones agrícolas
Fonte: Senar

Asa fixa: plataforma que utiliza asas similares as do avião.

Asa fixa - drones agrícolas
Fonte: Senar

Asa híbrida: plataforma que utiliza tecnologia de aeronaves adaptáveis, considerada híbrida entre aeronaves de asa fixa e rotativa. Ainda opera testes experimentais, sendo uma tendência de mercado para o futuro.

Asa hídrica - drones agrícolas
Fonte: Senar

2. Conheça os principais sensores

Em resumo, os sensores consistem em equipamentos que captam e registram a energia eletromagnética refletida ou emitida pelos elementos da superfície terrestre. Como exemplo, podemos citar as câmeras fotográficas.

Assim sendo, podemos sintetizar os sensores de acordo com suas aplicações.

Sensores - drones agrícolas
Fonte: Senar

3. Informe-se sobre os órgãos regulamentadores

De modo geral, quatro órgãos regulamentam o uso de drones no Brasil:

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): responsável pela homologação do sinal de radiofrequência.

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): mantém um cadastro de operadores e equipamentos.

Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea): onde o usuário solicita o uso do espaço aéreo.

Ministério da Defesa (MD): em alguns casos, responsável pela regulamentação dos trabalhos de aerofotogrametria.

4. Saiba como regularizar seu drone

Ao comprar o seu drone, verifique se ele já é homologado na Anatel. Se não for, antes de tudo, você deve homologar a radiofrequência na Anatel.

Logo após, é preciso realizar o cadastro do operador e do equipamento junto à Anac e, posteriormente, contratar um seguro obrigatório.

Por fim, sempre que realizar um voo, o operador deve solicitar a permissão do uso do espaço aéreo junto ao Decea.

5. Entenda as boas práticas de segurança

Não sobrevoe áreas críticas: não é permitido sobrevoar áreas de segurança, como presídios e instalações militares. Além disso, não é aconselhável sobrevoar áreas como usinas termelétricas ou estações de distribuição de energia.

Faça manutenção preventiva do seu equipamento: a manutenção periódica garante uma operação mais segurança. Ademais, ela deve estar acompanhada do checklist realizado antes, durante e após o voo.

Conheça as limitações do seu equipamento: ter conhecimento a respeito das características técnicas do seu equipamento, a distância e o tempo máximo de voo, a altura crítica de retorno, entre outras informações, é essencial para saber como agir em situações anormais.

Faça voos nas alturas e distâncias permitidas: você deve ser respeitar um raio de distância mínima de 30 metros entre o equipamento, as pessoas e as edificações.

Não voar sobre pessoas anuentes: o sobrevoo de pessoas, a menos de 30 m da projeção vertical só é permitido caso estas sejam anuentes, isto é, se tiverem consentido e expressado o conhecimento de que serão sobrevoadas.

Qual a importância dos drones na agricultura?

É importante considerar que os drones são excelentes ferramentas na agricultura de precisão.

Em geral, são grandes aliados nos processos agrícolas, uma vez que, possibilitam a gestão de informação espacial para que o produtor tenha acesso a dados referentes a produção em tempo real.

Assim, com o uso de recursos digitais, é possível visualizar áreas cultivas de forma rápida e ágil, o que facilita a otimização do trabalho, minimiza os custos e proporciona mais segurança na tomada de decisões.

Conclusão

O uso de drones agrícolas está ganhando cada vez mais espaço nas fazendas, tanto é que estima-se que 25% do faturamento mundial dos veículos aéreos não tripulados seja na agricultura.

E o motivo de tanto sucesso está justamente na possibilidade de ter mais exatidão de dados e informações referentes a fazenda. Afinal, é por meio desses equipamentos que os produtores têm uma visão geral e de diversos ângulos de suas propriedades.

Embora tenha um custo relativamente alto, o retorno sobre o investimento do uso de drones acontece muito rápido. Isso tudo porque, além de reduzir os custos operacionais, ele ajuda prevenir perdas e assegurar decisões assertivas.

Gostou de aprender um pouco mais sobre o uso de drones agrícolas? Então, você não pode deixar de ler nosso artigo sobre agricultura de precisão.

Até a próxima!

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