Rotação de culturas: como adotar essa prática?

A rotação de culturas consiste em uma prática agrícola que realiza a alternância de cultivos em uma área por um determinado período.

Entre as suas principais vantagens está a diminuição do impacto ambiental e a redução de custos uma vez que são utilizados menos defensivos e insumos na lavoura.

Para entender como essa técnica funciona e como aplicar na sua propriedade, me acompanhe até o final desse artigo.

Vamos lá?

O que é a rotação de culturas e qual a sua importância?

De modo geral, a rotação de culturas consiste basicamente em alternar, de maneira ordenada, diferentes espécies vegetais em determinado espaço de tempo, na mesma área e na mesma estação do ano.

Essa prática ajuda a evitar o desenvolvimento de pragas devido à alternância de espécies de plantas hospedeiras. Além disso, seu principal objetivo é promover a conservação do solo e a consequentemente a redução de sua exaustão.

Contudo, por alternar os cultivos de maneira planejada e ordenada, a rotação de culturas minimiza de forma eficiente os impactos ambientais provocados pela monocultura, como a degradação física, química e biológica do solo e o desenvolvimento de pragas.

Quais são os principais objetivos da rotação de cultura?

Em síntese, a rotação de culturas é utilizada por agricultores com o objetivo de alcançar os seguintes resultados:

E os benefícios da rotação de cultura? Quais são?

Já quanto aos benefícios oferecidos por essa técnica, podemos citar:

Como fazer a rotação de culturas?

Antes de colocar essa técnica em prática é necessário se planejar. Isso vai garantir que você tenha alta eficiência na melhoria da capacidade produtiva do solo.

Sendo assim, primeiramente você deve considerar fatores como:

Primeiramente, escolha de plantas que contribuam para fixar nitrogênio, com raízes profundas e de grande volume.

Depois, invista em plantas comerciais a fim de garantir a geração de renda.

Então, selecione variedades com base no objetivo do sistema, por exemplo, para cobrir o solo e contribuir para a adubação verde.

Em seguida, faça uso de culturas que possuem sistemas radiculares diferentes, como as gramíneas e leguminosas.

Sempre que possível, relacione espécies que produzam grande quantidade de biomassa bem como de rápido desenvolvimento, cultivadas isoladamente ou em consórcio com culturas comerciais.

Também escolha as espécies adaptadas às condições edafoclimáticas da região.

Por fim, o planejamento deve considerar que não basta estabelecer e conduzir a melhor sequência de culturas. Isso significa que é necessário também que o agricultor utilize seu conhecimento de manejo, isto é, preparo do solo (calagem e adubação), época de plantio, cultivares adaptadas para sua região e controle de plantas daninhas, pragas e doenças.

É importante ressaltar que a técnica de rotação não é uma simples troca ao acaso de culturas. Assim sendo, deve-se planejar também a divisão da propriedade em talhões, considerando o período para 3 a 4 safras.

Quais são as espécies utilizadas para a rotação de cultura no Brasil? Como escolher?

A escolha de espécies para a realização de rotação é determinante para obter um sistema mais produtivo e ambientalmente sustentável.

No entanto, devido à pouca disponibilidade de espécies de valor comercial adaptadas às diferentes condições, no Brasil, utiliza-se plantas de cobertura e adubos verdes. Alguns exemplos são: aveia branca (Avena sativa), aveia preta (Avena strigose), milheto (Pennisetum glaucum), tremoço (Lupinus albus L), girassol (Helianthus annuus) e várias espécies de pastagens, entre outras.

Em geral, essas espécies produzem grandes quantidades de biomassa e podem ser cultivadas isoladamente ou em consórcio com outras culturas. Com isso, proporcionam excelentes condições para a manutenção de altas produtividades ou para recuperação de áreas degradadas.

Ademais, os critérios econômicos também são responsáveis pela definição das culturas, visto que é preciso especificar qual vegetal que poderá ocupar mais espaço ou que gerará um maior rendimento bruto.

Em grande parte dos casos, a cultura escolhida para ser a cabeça de rotação costuma ser o trigo, em função de sua baixa oferta no Brasil e a consequente elevação constante em seus preços.

Escolha das culturas

As culturas utilizadas para rotacionar, são das mais diversas. Por isso, é importante ter conhecimento de algumas características que as plantas devem apresentar para serem utilizadas na rotação.

Nesse sentido, o recomendado é adotar plantas de diferentes grupos, por exemplo:

Gramíneas: milho, arroz, sorgo, trigo, milheto, aveia preta e aveia branca.

Leguminosas: grão-de-bico, feijão, soja , amendoim, feijão guandu, crotalária, lablab, tremoço.

Asteraceae: girassol.

Contudo, é sempre importante contar com ajuda de um profissional especializado na área para que a escolha seja feita de forma adequada e mais favorável possível ao sistema de produção.

Enfim, gostou desse artigo e quer aprender mais sobre técnicas de plantações? Leia também nosso artigo sobre plantio direto.

Até a próxima!

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